A criadora e jovem continuísta Priscila da Silva se uniu às jovens ingressantes Stefani Aparcana e Isabella Barros para desenvolver o retorno da ação cultural no CCSP

Por Pedro Paulo Furlan

Priscila da Silva, jovem monitora continuísta e criadora do Lugar da Escrita

Localizado no centro da cidade de São Paulo e na região Sudeste do Programa Jovem Monitor/a Cultural, o Centro Cultural São Paulo, ou CCSP, é lugar de atuação de jovens do PJMC, onde eles/as aprendem e colocam seus projetos em ação. Uma dessas JMC’s, jovem monitores/as culturais, é Priscila da Silva, continuísta da edição 2020/21, com o Lugar da Escrita, um lugar de acolhimento para todos os tipos de escritores/as. O projeto, que foi iniciado em 2020, está sendo trazido de volta por Priscila, unida às colegas ingressantes Stefani Magalhães Aparcana e Isabella da Silva Barros, para sua segunda edição.

 No ano passado, dentro do Lugar da Escrita. Priscila organizou e supervisionou encontros semanais com muitos/as escritores/as – trazendo vários convidados e criando um projeto que deixou impressões positivas, não só nos participantes, mas também na equipe do CCSP. “Muita gente já pedia o retorno do projeto depois do final da primeira edição, os gestores sempre elogiavam a organização dele”, narra Isabella sobre as suas primeiras impressões, “sempre que ouvi sobre o Lugar da Escrita, foi algo positivo”. 

Stefani Aparcana, jovem monitora ingressante do CCSP

As jovens ingressantes foram apresentadas ao projeto no começo dessa edição do PJMC, em uma reunião do CCSP. Com esse primeiro contato, Stefani e Isabella decidiram que gostariam de colaborar com o Lugar da Escrita – sendo imediatamente acolhidas por Priscila. “Eu, particularmente, nunca tinha visto um projeto que unia pessoas interessadas na escrita e dedicadas a essa forma de arte”, conta Stefani, acrescentando: “por isso me senti muito atraída ao Lugar da Escrita”. 

Priscila da Silva, no final da primeira edição do projeto, viu que os encontros foram além do papel, da ação da escrita, eles viraram um momento de aprendizado e troca de experiências. Foi dessa maneira que ela encarou a entrada de Isabella e Stefani, compartilhamento entre as organizadoras e o desenvolvimento de um Lugar da Escrita novo, com a influência das três, mas mantendo sua essência. “Quando entramos em um projeto que já está em ação, ele já tem muitas características próprias”, diz Isabella, “logo quando eu e Stefani entramos, nós trouxemos variação, de temas, de discussões e também de design”. Criando as publicações e organizando as reuniões juntas, as três jovens desenvolveram a segunda edição do projeto tentando focar em temas não abordados na primeira.

Isabella Barros, jovem monitora ingressantes do CCSP

Priscila, Isabella e Stefani têm seus próprios interesses e contribuições ao Lugar da Escrita. Enquanto Isabella gosta muito do design e de desenvolver a nova identidade visual do projeto, Stefani se diverte com a organização e Priscila está ansiosa pelas trocas nos encontros dessa edição. A definição dos temas dessa segunda edição também levaram em conta as lutas identitárias das jovens e as causas que elas querem passar aos participantes. Com um público majoritariamente masculino, Isabella sabe que é importante, especialmente, levar mensagens feministas e a valorização de mulheres na escrita para o Lugar da Escrita, afirmando: “Sei que o projeto tem uma capacidade imensa de conscientização, por isso vejo muita importância em conversar sobre essas lutas”.

“Em todo o percurso da primeira edição, eu aprendi muito a não duvidar das ideias que temos”, comenta Priscila, “tinha muitas dúvidas internas sobre o Lugar da Escrita e sobre as minhas capacidades, mas após o sucesso, aprendi muito a confiar mais em mim”. São lições como essa que foram passadas a Isabella e Stefani. Ao terem contato com o projeto, as ingressantes aprenderam muito sobre escuta e sobre abraçar seu próprio estilo de escrita, por mais diferente que ele seja: “Nós falamos bastante sobre quais são as muitas formas da escrita na época atual”, afirma Isabella sobre o primeiro encontro dessa edição, “podemos ser roteiristas, poetas, escritores, tudo isso é escrita e está incluído no projeto”.

Com encontros mensais dessa vez, as três JMC’s já planejaram muitas temáticas, atividades e produções para o segundo Lugar da Escrita. Priscila, Isabella e Stefani estão empolgadas com esta nova edição, as trocas que virão dela e as novas pessoas que frequentarão os encontros. “Almejo que tenham muitas pessoas envolvidas nesse projeto, que muitas pessoas reconheçam a importância do Lugar da Escrita, porque ele é fundamental”, finaliza a jovem monitora Stefani, sobre suas expectativas para o projeto.

Se quiser acompanhar o Lugar da Escrita, acesse o Instagram do projeto: @lugardaescrita

Jovens Monitoras organizam a segunda edição do projeto Lugar da Escrita