Dani Gabriel conduziu a mentoria sobre Economia da Cultura.

Por Maíra Brandão

Pouco mais de dois anos depois do início da pandemia e da adoção de medidas de distanciamento social e prevenção à Covid-19, o Programa Jovem Monitor/a Cultural (PJMC) retomou nesta segunda-feira (21) a realização das formações teóricas presencialmente. Os encontros, repletos de curiosidade e animação, aconteceram em seis diferentes espaços culturais da cidade, oportunizando aos participantes do programa a troca de saberes e diálogos com artistas, técnicos, gestores, curadores e pesquisadores da Cultura. 

Thainara Sabrine foi uma das JMCs que comemorou a realização da formação presencial. Foto: Acervo pessoal.

A Jovem ingressante Thainara Sabrine, que atua na Biblioteca Prefeito Prestes Maia, estava radiante com as partilhas e dinâmicas possibilitadas pela atividade presencial com a doutora pelo Programa de Educação Arte e História da Cultura da Universidade Mackenzie, Roseli Nascimento, na formação sobre Cultura e Educação. “Foi uma experiência muito boa, acho que esse espaço de estar perto das pessoas dá mais ânimo, vontade de participar”, disse a jovem, que acrescentou: “Foi edificante conseguir entender melhor como é preciso entender o território e a presença da cultura e educação nele, estar atenta à diversidade e ao diálogo na construção de cada ação cultural. A Cultura e a Educação são mais fortes quando estão atreladas, têm um poder de transformação maior, mais consistente”, comentou Thainara.

Já Hebert Oliveira, Jovem Monitor Cultural que atua no Centro Cultural da Penha, participou ativamente da mentoria com o docente, bailarino e coreógrafo, Marcos Moraes, sobre Gestão e Mediação Cultural. “A melhor coisa foi a formação presencial! São muitos conteúdos e a gente fica até querendo mais tempo pra entender e fixar as informações, mas foi muito interessante conhecer pessoas de outros espaços, ter contato e o formador foi maravilhoso!”, falou Hebert. 

Para Liduína Lins, coordenadora geral do PJMC no Cieds, instituição parceira na implementação da política pública, o dia marca a trajetória das mudanças vividas de 2020 pra cá, devido à pandemia. “Saúdo jovens e equipes, porque retomamos esse estado de presença que é a Cultura, a Cultura que necessita da presença física e da relação com o outro. Retomamos hoje com uma coisa muito especial, que ao mesmo tempo nos alegra, mas também nos deixa com um ar de tristeza, porque muitos partiram em decorrência da Covid. Mas conseguimos garantir a política pública para as juventudes e conseguimos garantir que nenhum jovem do PJMC fosse afetado de maneira drástica.”, refletiu a gestora. 

De acordo com a coordenadora do Programa Jovem Monitor/a Cultural da Secretaria Municipal de Cultura, Juliana Gervaes, o contexto pandêmico foi extremamente desafiador, impelindo a reinvenção de todo o processo formativo da política pública. “Hoje nós conseguimos mensurar com maior efetividade quais foram os efeitos positivos de nossas ações no decorrer desse período e que darão continuidade nas formações futuras dos jovens monitores, em especial, as formações teóricas, que passarão por um processo híbrido neste primeiro momento”, relata a gestora, que também é ex-Jovem Monitora Cultural. 

Hebert Oliveira, que atua no Centro Cultural da Penha, participou da mentoria em Gestão e Mediação Cultural. Foto: Maíra Brandão

Juliana Gervaes explicou ainda que durante a pandemia foram desenvolvidos novos eixos de formações teóricas, tanto para os jovens ingressantes, quanto para os continuístas. “Os jovens ingressantes estão com uma formação inicial voltada para o conceito de Cultura, Cidadania, Artes e organização da Secretaria de Cultura. Já os continuístas terão acesso a formações mais técnicas, como gestão e produção cultural, técnicas de som e luz, entre outras. Assim, com certeza, esse jovem estará muito mais preparado para o seu desenvolvimento profissional e para a área de trabalho, ao final dos dois anos do programa”, afirmou Juliana. 

O atual ciclo de formações teóricas segue até 11 de abril. Os ingressantes terão as mentorias de introdução ao processo criativo sobre: Estéticas e linguagens, com Sonia Sobral, gestora cultural e curadora; Gestão e mediação cultural, com Marcos Moraes, docente, bailarino e coreógrafo; Economia da Cultura, com Dani Gabriel que atua em Comunicação e Processos de Incubação de Empreendimentos dentro da Economia Solidária; e  Cultura e Educação, com Roseli Nascimento, doutora pelo Programa de Educação Arte e História da Cultura da Universidade Mackenzie.

Já os continuístas passarão por um circuito de formações técnicas em: Iluminação, com Gabrielle Souza, iluminadora, técnica e artista integrante do Núcleo Sem Querer de Tentativas Teatrais; Som e Áudio, com Valentin Nunes, técnico, operador e editor de som e áudio e produtor musical; Direção e Produção de Palco, com Glauco Miranda, produtor cultural e técnico com formação em Artes Cênicas; Mediação de Leitura e Contação de Histórias, com  Giselda Perê, artista e contadora de histórias, assessora da ONG Ação Educativa; e Gestão Cultural, com Ciça Pereira, empreendedora e pesquisadora, que cursou políticas públicas pela USP.

PJMC retoma formações teóricas presencialmente
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