A importância da terra e da espiritualidade fizeram parte das experiências da formação.

O 9 de agosto marca o Dia Internacional dos Povos Indígenas, data instituída pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), somente em 1994, para dar visibilidade às lutas pelos direitos e dignidade dos povos originários. De acordo com o IBGE, 13 mil indígenas vivem na cidade de São Paulo, sendo 3 mil em 13 aldeias mapeadas, do povo Guarani, e os demais em contexto urbano, de diferentes etnias. 

Para sensibilizar os/as Jovens Monitores/as Culturais sobre esse recorte da população, tivemos nesta segunda-feira (08) uma visita aos territórios indígenas Kalipety e Tape Mirim, na Zona Sul, e Tekoá Pyau, na Zona Norte. 

Os participantes foram muito bem acolhidos nas aldeias, tiveram oportunidade de conhecer, a partir das vivências e dos relatos das lideranças indígenas, sobre a preservação da cultura, da língua, da sobrevivência, os aspectos políticos, de demarcação terras, questões sobre saúde, pandemia, educação e espiritualidade. 

Para Thamires de Oliveira Rodrigues Braga, que atua na Coordenação de Programação da Secretaria Municipal de Cultura (CPROG), a experiência mexeu com a percepção dos jovens. “Hoje a gente teve uma vivência incrível na aldeia Tape Mirim. Algumas formações, como essa, batem muito forte na questão de sentimentos, de vivências, e a gente acaba descobrindo coisas, compartilhando com outras pessoas, que a gente não imaginava. São vivências e trocas diferentes, que com certeza enriquecem o nosso o dia-a-dia, nossa atuação nos equipamentos também”. 

A agente de formação do Programa Jovem Monitor/a Cultural, Roberta Stein, também deu um relato emocionado sobre o encontro. Com a voz embargada, contou sobre a beleza e a riqueza do encontro no território Tekoá Pyau: “O Sergio, cacique, e o Michael, liderança indígena, além de outras pessoas falaram sobre a educação na aldeia, a preservação da língua, dos costumes, da cultura, do desafio de viver em território urbano. Vimos um pouco das suas rezas, comemos da mesma comida, experimentamos o arco e flecha… Tento explicar, mas nada vai traduzir o que é você ir pessoalmente e visitar a aldeia indígena. A gente sempre aprende muito com os saberes, com tudo o que eles passam pra gente, da forma de vida mesmo”. 

Confira alguns momentos na galeria:

Formação Agosto Indígena proporciona vivências