No dia 29 de janeiro, o PJMC teve o privilégio de receber a Fundação Dorina Nowill para Cegos para uma formação teórica sobre a leitura inclusiva.

A Fundação Dorina Nowill, com mais de 75 anos de atuação, é referência em inclusão social e promoção da autonomia de pessoas cegas e com baixa visão. Por meio de seus programas e serviços, a instituição busca garantir o acesso à educação, à cultura, ao trabalho e ao lazer para este público.

A aula foi um momento de grande aprendizado e enriquecimento para os participantes, como confirmou a jovem ingressante Ariadne de Oliveira, do Centro Cultural Santo Amaro:

A formação de hoje com a Fundação Dorina Nowill foi simplesmente transformadora. São coisas pequenas, mas que ao mesmo tempo são enormes no nosso dia a dia. Como por exemplo, o simples uso das redes sociais, que não são acessíveis e a gente nunca pensa nisso, em ter uma legenda acessível, alguma coisa. Fiquei bastante com isso na cabeça e pensei nas minhas atitudes também, como cidadã. Fiquei pensando em editais que não são acessíveis. A universidade também, que não é acessível. Então como é que a gente pode mudar isso? Essa formação plantou muitas ideias e fomentou muitas coisas na minha cabeça e está sendo transformadora.

Ariadne de oliveira

Foi uma formação na qual JMCs puderam ampliar seus conhecimentos sobre a leitura inclusiva, os desafios e as oportunidades que este campo oferece, além de serem inspirados pela história da Fundação Dorina Nowill e pelo trabalho que ela desenvolve. E um dos pontos mais legais é que um dos formadores do dia foi um ex-JMC e agente de formação do programa, Ewerton Correia. Ele falou com a gente e comentou os objetivos da formação:

“Estamos aqui hoje para falar sobre a Rede de Leitura Inclusiva, que é uma rede que atua no Brasil inteiro dando informações sobre literatura acessível para pessoas cegas, ou de baixa visão. Nós trabalhamos com livros em diversos formatos, livros em braile, audiolivro digital acessível, e nosso intuito aqui é fazer uma conversa com os jovens monitores para falar da importância da acessibilidade no campo da literatura. Muitos jovens monitores estão aí atuando em bibliotecas e centros culturais que devem cada vez mais receber pessoas com deficiência visual – então, que eles possam saber o que é o braile, o que é um audiolivro, quais são os diversos formatos que os livros acessíveis podem ter e como que a gente faz mediações de leitura para pessoas cegas e de baixa visão. Espero que seja muito útil para a formação deles.

Ewerton correia

A formação de agentes culturais comprometidos com a inclusão e a diversidade é fundamental para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Através de aulas como esta, o PJMC busca preparar os e as jovens para atuarem na área cultural de forma responsável, ética e inclusiva, promovendo o acesso à leitura para todas as pessoas.

Agradecemos à Fundação Dorina Nowill por essa parceria e seguimos contando com seu apoio na construção de uma cultura cada vez mais inclusiva e acessível.

Reforçamos abaixo as temáticas envolvidas na formação:
• História e os projetos da Fundação Dorina Nowill;
• Desafios enfrentados por pessoas com deficiência visual no acesso à leitura;
• Projeto “Rede de Leitura Inclusiva”, sua missão, objetivos e ações;
• Importância da inclusão social e da acessibilidade na produção cultural, com foco na leitura;
• Promoção da inclusão de pessoas com deficiência visual em seus projetos e ações, especialmente no que diz respeito à leitura;
• Diferentes formatos de livros acessíveis, como braile, audiolivros e livros digitais com recursos de acessibilidade;
• Importância da mediação de leitura para pessoas com deficiência visual;
• Recursos e ferramentas disponíveis para a promoção da leitura inclusiva;

Para saber mais sobre o projeto “Rede de Leitura Inclusiva”, acesse o site:
https://novo.redeleiturainclusiva.org.br/

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