O Programa Jovem Monitor Cultural (PJMC)

Com foco na formação, capacitação e experimentação profissional em gestão cultural para as juventudes, o PROGRAMA JOVEM MONITOR CULTURAL é realizado pela Secretaria Municipal de Cultura (SMC) da Prefeitura de São Paulo.

Em 2022, a Associação Educacional MARIA DO CARMO tornou-se a instituição parceira responsável por gerir o PJMC.

Voltado para o desenvolvimento artístico e atendimento ao público, o Jovem Monitor/a Cultural foi iniciado em 2008, na cidade São Paulo, focado na formação de jovens de 18 a 29 anos para atuação em equipamentos/departamentos culturais. No ano seguinte, foi instituída a Lei 14.968/09, posteriormente regulamentada pelo Decreto 51.121/09, que criou regras e procedimentos do programa.

Desde então, o programa ganhou proporções e alcance cada vez maiores, tornando-se a maior política pública de formação cultural da juventude da América Latina.

Em 2013, passou a ser executado por meio de convênio e se expandiu para outros espaços culturais da SMC – Secretaria Municipal da Cultura, como teatros, bibliotecas, casas de cultura, museus, centros culturais, entre outros. Jovens de todas as regiões de São Paulo, do centro às periferias, passaram a atuar em equipamentos da Prefeitura.

E atualmente, o programa conta com 345 jovens atuando em 141 equipamentos culturais – espalhados por diferentes regiões da Cidade de São Paulo.

*Uma das primeiras formações da nova edição do PJMC com JMCs ingressantes no Museu da Cidade.
*Alguns dos JMCs conferem a exposição “Intersecções: Negros (as) indígenas e periféricos(as) na Cidade de São Paulo” durante uma das formações teóricas do programa no Museu da Cidade de São Paulo.

Impactos positivos

Em 15 anos de programa impactamos positivamente a vida de milhares de jovens e o cenário cultural da cidade de São Paulo.

Confira os dados da edição 2023 do programa:

“O PJMC já era um programa do qual eu já queria participar há muito tempo, pela sua construção, pela possibilidade de formações e atuações culturais. Entender o quanto eu posso me profissionalizar enquanto artista é um dos grandes benefícios, um impulso para um jovem periférico, preto para trazer e potencializar essa Cultura para a população, né? Eu sou DJ, e estar atuando na Casa de Cultura Hip-Hop tem sido a melhor escolha que eu poderia ter feito.” 

AUGUSTO, JMC ingressante da Casa de Cultura Hip-Hop Sul

“Eu entrei no Programa através de outras pessoas que me apresentaram. Tem muita gente que não sabe que existe este programa. Tem muitos jovens que querem se jogar neste ramo da arte e precisam de uma única oportunidade. Passar o legado do Programa Jovem Monitor Cultural para frente é uma das coisas que eu mais quero.” 

IRIS Ventura, JMC ingressante do Sistema Municipal de Bibliotecas

“Eu entrei no projeto pensando no quanto a Arte pode me agregar, sabe… A Arte me traz um fôlego de vida. Eu me reconheço como artista. Eu aprecio a arte da dança, do teatro e principalmente da poesia. Eu entrei para o Programa para renovar o meu lado artístico. Um dos meus sonhos é produzir uma batalha de Slam.” 

CAIO Lima, JMC ingressante do Ponto de Leitura Chácara do Jockey

“Na graduação, a gente aprende a fazer peças incríveis, mas não aprende a produzir essas peças. E estar em um equipamento cultural, lidando com produção, foi muito importante para minha formação como artista: como se produz e como se vende uma peça, como se articula parceiros, como se pensa no território e como se cria política públicas para isso.” 

EWERTON Correia, ex-jovem monitor cultural no Centro Cultural de Santo Amaro

“Muitas aulas que eu tive ali, foi uma faculdade mesmo, de ensinamentos. E eu acho que me abriu portas. Para mim saber o que eu vou fazer…, o que eu queria ali futuramente para mim .” 

THIAGO Costato, ex-jovem monitor cultural da CCULT, atualmente no Clube Corinthians de Skateboard