Jovem Monitora Cultural Ingrid Menezes cria projeto de Contação de Histórias

Ingrid Menezes, Jovem Monitora Cultural (JMC) Ingressante da região Centro-Oeste, narra seu projeto na Biblioteca Alceu Amoroso Lima

Ingrid Menezes na Biblioteca Alceu Amoroso Lima

Ingrid desenvolveu “Contação de Histórias na Alceu” na sua formação do PJMC com o público do equipamento em que atua, Biblioteca Alceu Amoroso. O projeto gira em torno da leitura e contos infantis de forma a envolver outros jovens monitores com o público participante dos encontros, por exemplo, na criação de uma história de terror em grupo com base no conto popular “Campo Santo”. As suas atividades compõem-se de sessões de leitura que ocorrem de uma a duas vezes por mês com temáticas conectadas às datas relevantes e por isso diferentes entre cada uma. Ela, junto com seus colegas Monitores Isabela Mohana e Rafael Silva, estão agora implementando essa sua ideia.

A Jovem Monitora também comenta sobre como o PJMC foi o lugar ideal para a execução da contação de histórias: O Programa Jovem Monitor/a Cultural oferece um local onde o jovem tem a oportunidade de experimentar as suas habilidades e de colocar suas idéias em prática dentro de equipamentos públicos que possuem uma boa rotatividade de pessoas”. 

“Ao iniciar no equipamento percebi a atuação do público infantil trazido pelas educadoras do CCA SÃO PAULO DA CRUZ.” e isso foi o que inspirou o projeto de Ingrid, e, para ela, a Biblioteca Alceu Amoroso Lima foi o lugar ideal para iniciá-lo, e também para educar os leitores que andam por lá: “Acredito que a biblioteca seja um espaço para todos e se, desde pequenas, as crianças forem estimuladas e ler, investigar, conhecer e criar dramaturgias formaremos uma sociedade mais desenvolvida, crítica e justa”

Os encontros abordam temas como racismo, inclusão, acessibilidade e diversidade, assuntos importantes para serem discutidos, e a partir deles os frequentadores aprendem a se expressar de inúmeras formas, proporcionando a troca de experiência nesse ambiente criado por ela. Ingrid espera que as crianças levem o que aprenderam para a sua volta, de forma a desenvolverem sua autonomia e o seu empoderamento. Além disso, os aprendizados também viram material para quem retorna as outras atividades: “a cada encontro um tema é abordado e isso vira material para as crianças pesquisarem a sua volta e trazer outras histórias sobre o assunto do próximo encontro”.

Os temas e as atividades são todos propostos por Ingrid Menezes, com o acompanhamento da gestora responsável pela biblioteca. A Jovem Monitora desenvolve as suas atividades observando onde atua, ou seja, observando o que a biblioteca e seus visitantes precisam ou desejam fazer. Ela tem contato direto com o público por gerir todos os encontros pessoalmente, o que contribui em seu desenvolvimento pessoal e também amplia seus conhecimentos na área de gestão cultural. 

Essa proximidade fez com que ela experienciasse de perto o impacto do seu projeto, que acabou atendendo 200 pessoas, sendo elas crianças e jovens. Os momentos que a marcaram também foram diversos: um exemplo deles é quando adolescentes do camping CCA São Paulo da Cruz fizeram uma visita espontânea, no encontro de novembro sobre o Dia da Consciência Negra, depois de conhecerem a Contação de Histórias na Alceu pelas redes sociais. “Todos participaram e se entrosaram durante a mediação de leitura. Isso me fez perceber que o projeto tem a potência  de ter continuidade assídua durante a minha formação prática como jovem monitora do PJMC” conta ela mesma, sobre o resultado positivo que ela percebeu sobre esses encontros.

“O projeto continua. Uma a duas vezes por mês teremos a contação de histórias junto com a mediação de leitura” Ingrid planeja continuar oferecendo um lugar para as pessoas contribuírem com suas próprias histórias e aprenderem com seu projeto e suas atividades. 

“Estar dentro de um equipamento público é poder conhecer todas as possibilidades dele, é diferente de você ter um projeto e oferecê-lo. Atuando na formação é possível, conhecer o público, entender a necessidade de cada núcleo e aplicar cada projeto com mais intimidade com quem vai recebê-lo e executá-lo”.

Ingrid Menezes, jovem monitora

(07/01/2020)

Jovem Monitora Cultural Ingrid Menezes cria projeto de Contação de Histórias

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