Beatriz e Caroline se conheceram atuando na Biblioteca Amadeu Amaral e se tornaram parceiras em seu processo formativo

Por Pedro Paulo Furlan

Beatriz (à esquerda) e Caroline (à direita)

Dentre as responsabilidades de um/a jovem monitor/a cultural durante seu período no programa está a criação de projetos e ações em seu equipamento. Caroline Santana Teixeira é jovem monitora cultural continuísta atuando na Biblioteca Amadeu Amaral, e junto com Beatriz Fernandes da Silva, que também atuava lá até o fim do seu contrato de aditamento em janeiro deste ano, desenvolveram projetos juntas no espaço cultural enquanto podiam agir presencialmente e continuaram a parceria no modo remoto. As jovens organizaram e supervisionaram lives e criaram posts, apoiando-se mutuamente, desde a concepção do projeto, pactuação com a gestora até a execução. 

As jovens participaram da edição 2019/2020 do Programa Jovem Monitor/a Cultural e com muitas escolas no entorno do espaço cultural, realizaram ações voltadas para as crianças desses ambientes. O primeiro projeto que fizeram juntas foi a comemoração do Dia da Consciência Negra, para tratar do tema deste feriado utilizando uma linguagem infantil, canções de origem africana e decorando a Biblioteca Amadeu Amaral para que as crianças conseguissem conhecer mais da cultura negra. Após esse evento, as jovens colaboraram em mais ações e perceberam que além de orientarem os/as visitantes, elas também se divertiam. “Tanto eu e a Beatriz somos muito tímidas, mas sempre que fazíamos algo juntas dava certo – uma apoiava e apoia a outra”, narra Caroline sobre esses momentos presenciais.

Ao entrarem no modo remoto, as duas jovens continuaram se apoiando mas tiveram processos diferentes de adaptação a esse novo formato. Enquanto Beatriz rapidamente se acostumou, devido às atividades online na sua faculdade, Caroline demorou um pouco mais: não se interessando por redes sociais, a jovem, que não tem perfis pessoais, teve que ir aprendendo. Em relação à proposição de novos projetos e criação de ações remotas, ambas as jovens começaram a colocá-las em ação após um curto período no meio remoto – no qual elas focaram em posts e lives que eram planejados por sua gestora. “Eu gosto de pensar que foi algo simples”, fala Beatriz: “acompanhar os conteúdos e as lives foram coisas que me fizeram aprender muito – não foi um período difícil, foi somente uma surpresa”.

Print da oficina de artesanato, ministrada por Renato Renda

Caroline e Beatriz tiveram uma experiência destacável, na qual aprenderam muito do que colocaram em prática nos seus próximos projetos: as duas jovens acompanharam e supervisionaram a oficina de artesanato ministrada remotamente pelo artista e educador Renato Renda. As JMC’s conseguiram explorar as ferramentas de lives no Facebook e conhecer mais sobre esse tipo de conteúdo. “As lives vieram em um momento em que todos estávamos estressados com a quarentena, então fazer artesanato era bastante terapêutico”, conta Beatriz sobre essas oficinas que começaram em abril. Outro aspecto importante destas lives foram as lições que Renato ensinou sobre sustentabilidade, ensinando o público e as jovens sobre criações com materiais acessíveis, fazendo artesanato com galhos, argila e objetos que iriam para o lixo reciclável.

Equipadas com esses novos aprendizados, as JMC’s começaram a desenvolver projetos próprios dentro da Biblioteca Amadeu Amaral. Beatriz, enquanto leitora ávida e grande apreciadora de filmes, movimentou o Facebook do espaço cultural: criando o “Livros que viraram Filmes”, uma série de postagens para encorajar os/as leitores/as a analisarem as diferenças entre esses dois tipos de mídia – algo que ela faz constantemente quando assiste ou lê algo. Decidindo por algo mais visual, a jovem criava cartazes e montagens que postava semanalmente, recomendando livros que viraram filmes. Muito tímida, Beatriz tinha medo de como o público iria reagir às suas recomendações, mas viu que a recepção foi muito melhor do que imaginava. Após a saída da jovem, o projeto agora é continuado por Caroline e ela comenta: “O projeto funciona como uma divulgação da biblioteca, porque podemos informar o público de que temos esse livro e quem só viu o filme e tem interesse, pode ir lá pegá-lo e acompanhar essas obras”. 

Durante toda sua jornada no programa, Beatriz trabalhou com Caroline em múltiplos projetos e ambas criaram uma rede de apoio, fazendo com que sua atuação como jovens monitoras culturais fosse ainda melhor. “A maioria dos projetos que fizemos fomos eu e a Caroline juntas, que era o que eu gostava dentro dessas experiências”, Beatriz comenta: “Sempre trabalhamos juntas, somos uma parceria”. Apesar de seu tempo no programa ter chegado ao fim em janeiro deste ano, Beatriz sai muito grata por poder ter conhecido mais do mundo da cultura e ter atuado na Biblioteca Amadeu Amaral, sobre a qual aprendeu muito. Caroline, mesmo com a saída de sua parceira, se sente conectada a ela e sabe que pode contar com Beatriz para qualquer apoio que precisar em seus projetos como continuísta: “Vou sentir saudade da Bia, mas aprendi muito com ela e agora estou numa posição a qual dou muito valor, e estou aprendendo e aproveitando muito”.

Jovens Monitoras criam uma parceria e executam projetos juntas no modo remoto do PJMC