Com muita dedicação, a JMC Simone está criando conteúdo audiovisual para a ação “Janela da Ciência”, ensinando sobre a ciência brasileira.

Por Pedro Paulo Furlan

No último semestre de sua graduação em pedagogia e atuando como jovem monitora cultural na Biblioteca Mário Schenberg, Simone Cristina Ismael desenvolveu o projeto “Janela da Ciência”, vídeos educativos para o Instagram do espaço cultural sobre cientistas brasileiros. A jovem continuísta analisou o público da biblioteca para criar sua ação cultural, como o tema do espaço é ciência, ela percebeu que vários dos frequentadores do perfil eram alunos ou professores, que se interessariam muito por esse conteúdo educacional.

Jovem monitora continuísta Simone Cristina Ismael

Dentro de sua atuação, a jovem já desejava criar um projeto educativo, misturando cultura, pedagogia e ciência, devido à temática da biblioteca. Antes de tudo, Simone fez um processo eliminatório do que ela poderia fazer em sua ação cultural, “Pensei muito e não sei dançar, não sei cantar, não sei desenhar”, ela ri, continuando: “mas sei pesquisar muito bem”. Levando em conta o fato de que ela mesma não tinha muito conhecimento sobre cientistas brasileiros, ela decidiu pesquisar e se dedicar a transmitir essas informações para outras pessoas: “A gente não aprende sobre essas pessoas que mudaram o mundo científico e cujas descobertas afetam a nossa vida até hoje”.

Entre os grandes cientistas que são temas do projeto está Vital Brazil, que fundou o Instituto Butantã – explicitando a conexão entre o “Janela da Ciência” e o momento de pandemia pelo qual estamos passando. “Depois de ouvir sobre as vacinas, fiquei me perguntando sobre as origens do Instituto e percebi que falar sobre seu fundador seria muito interessante”, Simone continua: “Estar nesse momento da história brasileira, em que a ciência é tão fundamental, impulsionou minha vontade de compartilhar conhecimento”.

O projeto foi a primeira aventura da jovem na criação de conteúdo audiovisual, desenvolvendo vídeos animados com as ferramentas do software Canvas, protagonizado por um avatar da JMC. Simone teve que aprender como melhor gravar sua voz, criar roteiros e editar esses conteúdos, contando-nos: “Fui mesmo na sorte, tive essa ideia e decidi colocar em vídeo, sofri com a edição, mas no fim deu certo”. No entanto, além da dedicação, a jovem também é muito grata à oportunidade, pois sente que está utilizando toda sua formação de pedagogia, e treinando para sua futura profissão na área.

A Biblioteca Mário Schenberg é um espaço muito especial para Simone, que se sente muito feliz de estar atuando lá e criando para suas redes sociais, deixando sua própria marca: “Lembro que cheguei lá, conheci a biblioteca e direto senti que lá era o meu lugar, me senti muito confortável”. Junto com a educação, a jovem também quer mostrar que é possível contribuir para a cultura e para a criação de conteúdo sem ter uma inclinação artística, e é por isso que ela está muito dedicada a continuar o projeto: “Às vezes temos bastante exigências na Biblioteca e não dá tempo de criar esses conteúdos, mas já garanti que irão sair mais vídeos e a série vai continuar”.

Jovem monitora “abre janelas” para o público em seus vídeos sobre cientistas brasileiros